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  • Programa de Inclusão Digital do ONR impulsiona a digitalização do Registro de Imóveis de Atalaia em Alagoas

    Em 09/12/2025


    PID chega a unidade de pequeno porte, viabiliza a digitalização das matrículas e alcança o reconhecimento do Poder Público local.

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    No interior de Alagoas, a cerca de 48 quilômetros de Maceió, Atalaia — município de aproximadamente 47 mil habitantes, com economia fortemente ligada à cana-de-açúcar — passou nas últimas semanas por uma mudança concreta em seu acervo imobiliário. Em um Registro de Imóveis de pequeno porte em termos de arrecadação, o Programa de Inclusão Digital (PID) do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR) viabilizou o envio de uma equipe técnica dedicada à digitalização das matrículas do Livro 2. Em poucos dias de trabalho, o acervo foi convertido em registros digitais e a base de dados reorganizada, em conformidade com as exigências normativas para a implantação plena do Registro de Imóveis eletrônico.

    Criado para apoiar unidades de menor arrecadação na adequação às exigências dos Provimentos nº 143/23 e nº 70/24 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o PID tem como foco Cartórios que, sozinhos, não teriam fôlego financeiro para investir no conjunto de equipamentos, softwares, serviços de digitalização e suporte técnico necessários à transição para o ambiente digital. Ao longo de suas edições, o programa já destinou mais de R$ 42 milhões em investimentos, permitindo que unidades de pequeno porte, em diferentes regiões do país, cumpram o cronograma de digitalização de seus acervos e ofereçam serviços eletrônicos com segurança, eficiência e interoperabilidade. Atalaia, agora, integra esse mapa de unidades que avançam com apoio direto do ONR.

    Para a registradora de imóveis da cidade, Thais Camatte, o impacto do trabalho realizado é imediato na rotina da serventia. “O apoio do ONR foi decisivo para que o Cartório pudesse avançar na digitalização. Tivemos uma equipe durante três dias em Atalaia dedicada à digitalização dos livros e das matrículas do Livro 2, com o serviço integralmente concluído. Foi um trabalho cuidadoso, atento à nossa realidade e que nos deixa em melhor condição para seguir organizando e qualificando o acervo em meio digital”, afirma. “Ainda há muito a fazer, mas demos um passo importante para estruturar o Registro de Imóveis da Comarca em bases tecnológicas mais seguras.”

    O movimento não passou despercebido pela gestão municipal. O vice-prefeito da cidade, Nicollas Theotônio, esteve no Cartório durante a execução dos trabalhos, acompanhou a rotina da equipe técnica enviada pelo ONR por meio do PID e registrou, em matéria local, as imagens do acervo sendo digitalizado. “A presença do vice-prefeito, acompanhando os trabalhos e divulgando a digitalização do acervo deu visibilidade ao esforço que está sendo feito e teve grande repercussão na cidade”, acrescenta a registradora.

    Para o presidente do ONR, o caso da cidade alagoana exemplifica, em escala local, o propósito do Programa de Inclusão Digital. “A cada Cartório de pequeno porte que consegue dar esse salto para o ambiente digital, o PID cumpre sua razão de existir”, afirma Juan Pablo Correa Gossweiler. “O exemplo de Atalaia mostra que a digitalização do Registro de Imóveis não é um privilégio dos grandes centros urbanos. Ela precisa chegar a todo o território nacional, com apoio técnico e financeiro estruturado, para que nenhuma serventia fique à margem das exigências normativas e das expectativas da sociedade.”

    Goosweiler destaca, ainda, o simbolismo de ver a gestão municipal envolvida no processo. “Quando um vice-prefeito entra no Cartório e acompanha de perto a transformação do acervo físico em dados estruturados, a digitalização deixa de ser um jargão técnico e passa a ser vista como política pública concreta”, observa. “Isso fortalece o diálogo entre o Registro de Imóveis, o Poder Público e a comunidade local e ajuda a mostrar que investir na infraestrutura digital das serventias é investir em segurança jurídica, planejamento urbano e desenvolvimento.”

    O trabalho realizado em Atalaia integra um conjunto mais amplo de ações do PID, que vai da aquisição de computadores, servidores, scanners e impressoras à contratação de serviços de digitalização, indexação de acervos e capacitação de equipes. Para Cartórios com arrecadação limitada, especialmente em municípios do interior do país, essa combinação de suporte financeiro e assistência técnica muitas vezes define se a serventia ficará para trás na transição tecnológica ou se conseguirá cumprir, em tempo e com qualidade, as metas de digitalização estabelecidas pelo CNJ.

    Ao reconfigurar a forma como o acervo do Registro de Imóveis é preservado, consultado e integrado ao ambiente nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis, o PID consolida um novo patamar de infraestrutura para o serviço. O caso de Atalaia é um retrato dessa missão de levar tecnologia, estrutura e suporte especializado justamente onde a necessidade é maior, garantindo que a transformação digital do Registro de Imóveis brasileiro seja, de fato, um projeto de alcance nacional, capaz de integrar diferentes realidades regionais em um mesmo padrão de segurança e qualidade.

    Fonte: ONR (Por Luana Lopes/Assessoria de Comunicação do ONR).










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  • Webinário do ONR detalha ferramentas digitais do RI a magistrados de Alagoas

    Em 05/09/2025


    ONR apresentou ferramentas como, Penhora Online, CNIB 2.0, Pesquisa Nacional de Bens e Correição Online que reforçaram celeridade, proporcionalidade e segurança jurídica na execução de decisões judiciais.


    Conduzida por Rainey Marinho, presidente da Associação de Notários e Registradores de Alagoas (Anoreg/AL), o Webinário promovido pelo Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR) nesta segunda-feira (01.09), reuniu magistrados e desembargadores para apresentar as funcionalidades de Penhora Online, CNIB 2.0, Pesquisa Nacional de Bens e Correição Online.


    A tônica do encontro foi a integração institucional entre Registro de Imóveis e Poder Judiciário para dar mais efetividade às decisões judiciais, reduzir riscos de litígios acessórios e encurtar o caminho entre a determinação judicial e o registro. “Este é um espaço de cooperação. A tecnologia existe para aprimorar a prestação jurisdicional e beneficiar a sociedade alagoana”, resumiu Marinho, ao abrir os trabalhos.


    O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJ/AL), desembargador Fábio Bittencourt, enfatizou o papel estratégico do ONR na modernização do sistema registral. “O Operador Nacional foi instituído para conferir unidade e atualização tecnológica ao Registro de Imóveis em âmbito nacional e, em poucos anos, já se afirma como avanço institucional. Sua atuação tem sido decisiva na transformação digital dos Cartórios, tornando-os mais eficientes, seguros e transparentes”, afirmou. Segundo ele, a magistratura alagoana está comprometida com soluções que qualifiquem a gestão e a entrega da Justiça. “Nossa missão só se realiza com trabalho e participação conjunta; é no esforço coletivo que consolidamos uma Justiça mais acessível e efetiva.”


    Na perspectiva da Justiça do Trabalho, o presidente do TRT da 19ª Região, desembargador Jasiel Ivo, trouxe à mesa um ponto sensível: a execução. “Em muitos casos, não basta reconhecer o direito do trabalhador; é preciso garantir que ele seja efetivamente cumprido. E, nisso, o acesso rápido e seguro às informações patrimoniais é decisivo”, pontuou. Ao destacar a integração do ONR com rotinas já conhecidas – como Sisbajud, Renajud, Infojud, Sniper e PrevJud – o desembargador foi direto. “Isso significa menos demora, menos risco de fraude e mais resultados concretos. Não falamos apenas de inovação tecnológica, mas da concretização de um direito fundamental”.


    Ao contextualizar o papel do ONR no Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (SERP), o presidente do Operador, Juan Pablo Correa Gossweiler, organizou a discussão em dois eixos: visão geral e operação. “O ONR traz para um ambiente tecnológico único os serviços hoje prestados no balcão, para que possam ser solicitados e acompanhados digitalmente, com interoperabilidade com órgãos públicos”, explicou. Também destacou três frentes da gestão atual: inclusão digital das serventias menores, com entrega de equipamentos; evolução do Registro Eletrônico “de documentos digitalizados para dados estruturados”; e desenvolvimento contínuo de plataformas para o público e para o Judiciário. “A ideia é que a informação nasça correta, circule íntegra e retorne ao processo como prova qualificada”, disse.


    Na abordagem técnica, a head de Produtos do ONR, Samira Arroyo, demonstrou o funcionamento do Penhora Online, ferramenta que concentra pedidos de penhora, sequestro e certidões com autenticação por certificado digital. O fluxo – prenotação, qualificação, emissão de boleto quando devida e retorno com certidão – foi apresentado passo a passo, com destaque para a rastreabilidade por protocolo. “O que entregamos ao gabinete é agilidade, controle em tempo real e segurança jurídica; todo o trâmite fica registrado na plataforma”, afirmou. Samira adiantou que o módulo migrará para o SERP, com novas funcionalidades (como averbações pré-executória e premonitória), e lembrou que manuais e vídeos estão disponíveis diretamente nas páginas iniciais das plataformas.


    A Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB 2.0), regulamentada pela Corregedoria Nacional de Justiça, ocupou espaço central nos debates. A diferença entre as ordens genéricas do modelo anterior e a “indisponibilidade específica”, ancorada em busca prévia e seleção de matrículas, foi tratada como ganho de precisão e proporcionalidade. “A indisponibilidade específica concretiza o princípio da menor onerosidade, evita discussões futuras por excesso de gravosidade e facilita o cumprimento pelos registradores”, explicou Samira, lembrando que, desde janeiro, a plataforma registrou mais de 200 milhões de consultas e mais de 2 milhões de ordens – mas ainda com baixa adesão à modalidade específica, que hoje responde por cerca de 3,6% do total. Para ilustrar o custo do caminho antigo, Gossweiler citou um caso em que uma ordem genérica sobre um loteador por dívida de R$ 10 mil acabou gerando milhares de averbações indevidas em 23 mil lotes. “A ferramenta para evitar esse descompasso já está à disposição de Vossas Excelências; trata-se de usá-la com critério”, observou.


    Outro destaque foi a Pesquisa Nacional de Bens, acessível no SERP e orientada por CPF ou CNPJ, com retorno em tempo próximo ao real e opção de visualização de matrículas. O superintendente do ONR, Wilter Abreu, deixou um alerta operacional. “Pesquisa se faz no SERP; a CNIB é a ferramenta de indisponibilidade. Usar a CNIB como se fosse consulta abre margem para equívocos e pode gerar indisponibilidades em todo o país sem a intenção do magistrado”. A distinção entre pesquisar, indisponibilizar e executar – cada qual em sua plataforma – foi reforçada como boa prática para reduzir retrabalho e controvérsias.


    Para a governança do serviço extrajudicial, o módulo de Correição Online, acessado por Corregedorias Estaduais e pelo CNJ por meio do Ofício Eletrônico, oferece relatórios de atrasos, cronogramas e indicadores – inclusive os ligados ao cumprimento do Provimento 143, que exige o abastecimento de dados estruturados e imagens de matrícula no Núcleo Registral até maio do próximo ano. “É visibilidade sistêmica para calibrar a atuação correcional e apoiar a gestão da rede de cartórios”, sintetizou Samira, ao exibir exemplos de painéis e campos de consulta.


    Ao final, a equipe do ONR reiterou que todo o conteúdo demonstrado está amparado por manuais e tutoriais – com atendimento e treinamentos sob demanda – e que a unificação progressiva no SERP simplificará ainda mais o acesso. A percepção dos participantes é de um caminho sem volta: tecnologia, interoperabilidade e cooperação institucional como instrumentos para decisões mais rápidas, proporcionais e verificáveis.


    Para assistir às falas completas, às demonstrações passo a passo e à íntegra do debate, acesse o canal oficial do ONR no YouTube: https://www.youtube.com/live/7ndTp__LYqM


    Fonte: Assessoria de Comunicação do ONR (por Luana Lopes).










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